Estudo aponta diferenças cromossômicas raras em crianças com TEAF
Uma pesquisa publicada na revista Alcohol: Clinical and Experimental Research encontrou diferenças cromossômicas raras em crianças com transtorno do espectro alcoólico fetal, conhecido pela sigla TEAF. Segundo o estudo, essas alterações apareceram em uma proporção bem maior do que a observada na população em geral.
O dado mais relevante é que cerca de uma em cada quatro crianças diagnosticadas com TEAF apresentou esse tipo de alteração genética. Entre os casos identificados, metade estava associada a variações genéticas consideradas prejudiciais ou potencialmente prejudiciais, o que pode ajudar a explicar parte da complexidade clínica do quadro.
Na prática, o resultado amplia a compreensão sobre o TEAF, que já é relacionado à exposição ao álcool durante a gestação, mas nem sempre pode ser explicado por um único fator. A presença de diferenças cromossômicas sugere que alguns pacientes podem ter condições genéticas adicionais contribuindo para os sintomas e para o desenvolvimento neurocognitivo.
Com base nisso, os autores defendem que a avaliação genética de alta resolução seja considerada sempre que houver diagnóstico de TEAF. A proposta é tornar a investigação mais completa, apoiar o acompanhamento médico e oferecer às famílias informações mais precisas sobre o quadro da criança.
Acompanhe a Recifes.net
Entre no Canal do WhatsApp da Recifes.net para receber noticias, bastidores e atualizacoes editoriais diretamente no WhatsApp.