A Manus, startup de inteligência artificial, voltará a operar de forma independente após autoridades chinesas determinarem que a Meta desfaça a aquisição da empresa. O negócio, anunciado em dezembro de 2025, envolvia mais de US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,3 bilhões).
A separação terá impacto também sobre usuários. Alguns precisarão fazer backup de dados gerados a partir de 29 de dezembro de 2025, que poderão ser apagados ainda neste mês.
Manus retoma operação independente
Fundada na China em 2022, a Manus transferiu posteriormente suas operações para Singapura. A startup desenvolve agentes de IA de uso geral.
A Meta anunciou a aquisição em dezembro, mas o acordo passou a ser analisado por autoridades chinesas e americanas. Em abril, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China determinou que a transação fosse desfeita.
A decisão iniciou o processo de separação entre as empresas. No mesmo período, Pequim ampliou o controle sobre exportações de tecnologia e negócios internacionais, enquanto China e Estados Unidos disputam espaço em áreas como talentos, hardware e dados de IA.
A Manus informou que “em breve voltará a operar como uma empresa independente”.
Alguns dados serão apagados
A mudança afetará parte dos dados armazenados pelos usuários. A Manus informou que determinadas informações geradas a partir de 29 de dezembro de 2025 serão excluídas ainda neste mês.
Segundo a empresa, a medida é necessária para cumprir exigências regulatórias em algumas regiões e faz parte da separação da Meta.
- Usuários afetados serão avisados pelo aplicativo Manus;
- também receberão uma comunicação por e-mail;
- será possível fazer backup dos dados antes da exclusão;
- os dados afetados são os gerados a partir de 29 de dezembro de 2025.
Meta perde uma aposta em IA
A aquisição fazia parte da estratégia da Meta para ampliar seus negócios de inteligência artificial. A empresa planejava incorporar a tecnologia da Manus a produtos destinados a consumidores e empresas.
O acordo ocorreu enquanto a Meta trabalhava para criar um negócio de assinaturas ligado à IA e competir com o Google e os laboratórios Anthropic e OpenAI.
Na semana anterior ao anúncio da separação, a Meta lançou seu primeiro agente de programação, em mais uma iniciativa para gerar receita com inteligência artificial.
Tencent aparece como possível interessada
A separação também ocorre em meio ao interesse de outras empresas pela Manus. Segundo a Reuters, a Tencent negociava em julho para se tornar a maior acionista da startup.
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Com o rompimento do acordo, a Manus volta ao caminho independente enquanto o mercado de IA continua marcado pela disputa entre empresas chinesas e americanas. A startup ainda precisará lidar com as exigências regulatórias que determinaram o fim da aquisição pela Meta.
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